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terça-feira, 7 de março de 2017

FAMÍLIA AQUINO: ORIGEM

FAMÍLIA AQUINO: ORIGEM
Aristides de Aquino, patriarca da família Aquino, nasceu no arraial do Morro de Matheus Leme, hoje cidade de Mateus Leme, no ano de 1912, foi funcionário da Rede Ferroviária por vários anos exercendo a função de Guarda-Fio – pessoa que fiscaliza a linha telegráfica ou telefônica e efetua reparações de emergências.  Ele casou em 27 de janeiro do ano de 1940, com Maria Nazaré Castanheira e percorreu várias cidades de minas trabalhando pela Rede, sendo a sua moradia um vagão atrelado ao trem, tendo mais vagões que ficavam instalados a esquipe de trabalhadores e ferramentas sob a sua coordenação.
Desta união, o casal teve doze filhos – José Maria de Aquino, nascido em Passa Quatro, Maria Aparecida de Aquino, nascida em Alfenas, Leonardo Custódio de Aquino, nascido em Araxá, Lucília Castanheira de Aquino, nascida em Belo Horizonte, Luiz Gonzaga de Aquino, Geraldo Benedito de Aquino, Maria Lúcia de Aquino, Maria de Fátima de Aquino, Aristides Antônio de Aquino, Natália de Aquino, Maria Márcia de Aquino e Maria Angélica de Aquino nascidos em Itaúna. Uma criança foi adotada pelo casal, Weber de Oliveira, nascido também em Itaúna.
No ano de 1936, o presidente Getúlio Vargas, assinava a Lei de número 252 de 26 de setembro, que prorrogava o prazo para o registro civil de nascimentos:
Art. 1º Os nascimentos ocorridos no território nacional desde 1 de janeiro de 1879, que não foram registrados no tempo próprio, devem ser levados a registro dentro do prazo de um ano, mediante: 1º Petição e despacho do juiz do cível do lugar do nascimento se o registrando tiver doze anos de idade, ou mais.
Aos 19 de outubro do ano de 1937, Aristides com idade de 25 anos, compareceu ao Cartório de Mateus Leme com a presença de testemunhas, exibindo uma petição despachada pelo Juiz de Direito para registrar o seu nascimento em virtude da Lei de 1936 e declarou:
Que ele declarante ARISTIDES DE AQUINO, do sexo masculino, de cor morena, nasceu neste arraial, à rua do cemitério, no dia sete de março de mil novecentos e doze, às dezesseis horas, que é filho de JOÃO CAMILLO DA SILVA, brasileiro, já falecido e de dona MARIA ADRIANA DA SILVA, brasileira, ambos naturais deste distrito, (...), que são seus avós: pelo lado paterno CAMILLO MOREIRA DA SILVA E MARIA LUCAS DA SILVA, ambos já falecidos e pelo lado materno FRANCISCA MARIA DE JESUS, já falecida; finalmente que não tem outros irmãos com o mesmo prenome. Do que faço constar, faço este termo em que comigo assinaram o declarante e as testemunhas MANOEL BRAZ OBELHEIRO, comerciante e JOSÉ MENDES, padeiro, residentes neste distrito, depois de ser lido por mim e achado tudo conforme. Eu Francisco de Abreu Vasconcellos, oficial do Registro, o escrevi e assino.  O referido é verdade, do que dou fé, Mateus Leme -  MG, 1937.
Além de exercer com competência e amor a sua profissão de Guarda-Fio, Tico – Tico, assim chamado pelos seus amigos e familiares, Aristides de Aquino, apreciava o futebol e uma boa música.  Sempre acompanhando de seu charmoso e inseparável Moustache (bigode) tinha como aliado, um senso de humor apurado, esse cultivado até hoje pelos seus descendentes. Sua casa em Itaúna, era situada à rua Santo Agostinho, nº 67 - Graças.     
Verificando a documentação, percebi que o sobrenome foi escolha de Aristides, cujo, seus pais não possuíam. Verifiquei ainda que, São Tomás de Aquino veio a falecer no dia 7 de março de 1274 e Aristides de Aquino nasceu no dia 7 de março de 1912.  Levando a crer que, ele seria devoto do teólogo, filósofo e padre dominicano do século XII, o qual, em sua homenagem, adotou o sobrenome dando origem a família AQUINO.


Itaúna, 07 de março de 2017 

Charles Aquino

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